Pragas Urbanas
Digo que não gosto quando falam que sou uma garota fácil. O que é ser fácil? Porque não usam isso em relação aos homens? Isso é apenas um desabafo. Peço desculpas pelo que vou contar; não é algo fácil, muito menos bonito, mas irei descrever com o máximo de detalhes que puder lembrar. Pois você é meu confidente; posso te dizer o que eu quiser. Conto-lhe, logo ainda existo.
Era uma festa como qualquer outra: bebida, musica alta e gente semi nua. Não consigo me lembrar de quem era a festa nem mesmo quem me convidou ou se realmente fui convidada. Porem ali estava com Ele. Loiro com um sorriso fácil e um bronzeado caiçara que me encantava. Dispensei uma meia dúzia de caras e umas duas garotas; não estava interessada, eu queria somente ele naquela noite. Isso é ser fácil ?
Ficamos juntos quase que a festa toda, bebi, mas não fiquei bêbada; fumei, mas não fiquei chapada. Posso ser sincera aqui. Eu estava apaixonada, não queria mais nada só a presença dele, e eu acreditava de coração que ele queria a minha.
Antes do final da festa saímos de carro. Achei que iríamos para casa dele, transar e amanhã depois do café eu iria para casa idealizando um possível relacionamento serio. Besta, iludida e idiota? Deixe as ofensas para mais tarde, irei aceita-las. Fiquei sentada no banco do passageiro com minha mão em sua perna enquanto ele dirigia. Como um casal de verdade, entretanto, ele não estava muito para o românce. Guiava minha mão para cima, para o pau dele, todas as vezes. Eu apertava com carinho meio que dizendo "estou afim", mas logo de volta para a perna, dizendo "não agora; não assim."
Estávamos em ruas estranhas, desconhecidas, eu deveria ter começado a me preocupar, foi apenas quando ele estacionou o carro que eu me dei conta . A porta se abriu e dois homens entraram pelos fundos. Um alto grande, que deveria fazer parte do time de futebol ou basquete da faculdade, o outro era miúdo e parecia um esquilo dentuço, com acne atacada na cara.
"Esses são meus amigos... vou dar uma carona para eles" -Disse Ele.
Não irei dizer seus nomes, você vai perceber no fim que seria irrelevante saber, mas fomos apresentados e nesse momento eu fiquei com receio, mas de novo fui estúpida e apenas me apresentei como se fossem meus amigos também. Ambos sorriram para mim, e infelizmente acredito ter sorrido de volta.
Continuamos nossa viagem, as casas começaram a sumir dando lugar para árvores, vegetação e uma estrada de terra. Um gelo subiu a minha espinha e fiquei desconfortável. O Grande tentava puxar assunto e ficava encostando em meu ombro, como se fôssemos íntimos. Respondi a todas as perguntas sempre de forma curta, não ríspida, mas curta.
Paramos em uma espécie de fazenda abandonada, eu questionei; minto, gostaria de ter questionado. Eu apenas fiquei parada esperando os dois descerem. Ele desceu do carro junto com os amigos e me pediu para sair. " Quero te mostrar uma coisa".
O Miúdo me olhava, fitava, analisava como se estivesse em um açougue e eu fosse uma peça de carne. Eu estava de shorts, não tão curto, tênis, e uma camisa regata sem decote. Isso é roupa de menina fácil ?
O grande já havia entrado na casa, se é que aquilo ainda poderia ser chamado assim, era um barraco de um sobrado cheio de buracos e teias de aranha mas havia luz dentro, então entrei. Confiando, em meu ficante que naquele momento parecia entusiasmado e feliz, com o sorriso fácil amostra.
Eu andei pela a relva alta caminhando a passos curtos em direção a casa, meu coração estava disparado. Eu sabia que algo estava errado, juro, relutava na esperança de que minhas idealizações infantis fossem correspondidas.
Ele iria me mostrar uma arma ou algo que o valha, iríamos atirar em garrafas vazias ou latas, eu perceberia que seus amigos eram inofensivos e ate mesmo legais engraçados. E dali iríamos só eu e Ele para casa, dele de preferência. Ele diria coisas como gosto muito de você ou ate mesmo um eu te amo, não é pedir muito é? Faríamos amor, não sexo, e eu acordaria nua em sua cama com o braço dele envolta de mim, tomaríamos café juntos e isso daria inicio de um possível relacionamento.
Infelizmente não foi assim.
Antes preciso me desculpar pelo que vou contar a seguir, não é algo que eu gostaria de dizer e acredito que você também não quer saber os detalhes. Se fosse possível eu pularia essa parte da historia, no entanto, eu preciso; preciso lhe dizer tudo, para que você compreenda, para que você sinta o que eu senti.
Subi as escadas de madeira da entrada, que rangiam em resposta, pareciam reclamar. A porta da entrada estava entre aberta. Ele abriu para mim, como se fosse uma espécie de cavalheiro. A luz interna saiu agredindo meus olhos. Demorei um tempo para que minha visão se acostumasse com o ambiente. A luz era provida por duas lanternas fortes que estavam, cada uma em uma parede, apontadas para o teto, ou o que havia sido um. Havia umas cadeiras antigas e um colchão de casal novo, no meio, algumas garrafas de bebida estavam espalhadas. O Grande estava sentado na cadeira, fumando um baseado, e riu quando entrei.
Ele me pegou e me abraçou por traz beijando meu pescoço, eu o afastei e perguntei finalmente o que estava acontecendo. Era uma festinha, Ele dizia, festinha particular só para mim. Como se eu quisesse, como se fosse uma espécie de prêmio. Eu recusei disse que queria ir para casa, ou pensei em dizer, não lembro. Só sei que quando percebi estava no colchão me debatendo e gritando. O Grande segurava meus braços colocando todo seu peso nos meus pulsos, eu sentia o roçar do tecido do colchão, ardia. O Miúdo levantava minha blusa, parecia faminto, abaixou meus sutiã e lambeu meus peitos da forma mais asquerosa possivel. Eu gritava me debatia mas era em vão. Ele abaixou meu shorts e mandou ficar quieta "você gosta assim não?!" respondi com uma joelhada na boca dele. Vi o sangue escorrer do seu lábio. Ele me deu um soco na barriga que me fez faltar o ar.
" Vou te foder, que nem a vadia que você é!"
E assim ele fez, a dor a humilhação, eu não consigo encontrar palavras para descrever. Fui burra confiei nele. Acreditei.
Logo acabou, veio o Miúdo, se posicionou para dar prosseguimento. Foi o tempo para meu pé ir direto em seu nariz. Seguido de outro soco na barriga. "você vai ficar quieta, puta! " seguido de uma cusparada na minha cara.
Para onde foi o loiro com sorriso fácil carinhoso e gentil. Será que ele chegou a existir?
Minhas pernas doíam de tanto me debater meus pulsos ficaram dormentes e já estavam em carne viva. O Miúdo foi mais rápido, acredito que era virgem, ou talvez precoce, mas seu cheiro sua cara seu olhar para mim, era degradante e nojento. Por ultimo foi o Grande. não consegui acerta-lo com meu chute ou joelho. Doeu como nunca, minhas lágrimas salgavam a boca. Ele me segurava com menos força mas meus pulsos já estavam tão machucados que a força era o de menos. Demorou um vida, eu chorava pedia por favor. Eles lançavam palavras nojentas me humilhavam, me deram tapas. Aquilo parecia não ter fim.
Eu estava, solta deitada, minhas costas doíam, meus pulso, meus braços minhas pernas eu era dor viva e ambulante. Os grilos cantavam alto lá fora. Eu me encolhi. Chorei. Vi sangue no colchão.
Ele pegou minhas pernas e o Grande meus braços. Me levaram para fora da casa. A grama roçava minhas pernas nuas. Eles caminharam ate os fundo. Vi a lua cheia no céu, e estrelas brilhando. O pequeno empurrou uma pedra redonda e os outros me colocaram na borda. Lembro da rocha áspera . Então me jogaram.
Cai, uma queda demorada; eterna, sendo gradativamente abraçada pela escuridão. Cheguei ao fundo de costas e a dor aguda penetrou no que restava de mim. Não consegui me mexer, respirar era um tormento. Olhei para cima e vi seu sorriso fácil, nojento pelo buraco sendo fechado.
Aquilo talvez fosse um poço ou penas um buraco fundo, um projeto de poço ou o que um dia foi um poço. Não faz diferença.
Logo eles apareceram; farejando, com seus olhinhos brilhantes e curiosos. Caminhando de um lado para o outro até subirem pelas minhas pernas, passeando com suas pequenas patas. Eu não conseguia me mexer apenas sentir: o toque de suas garras contra a pele, o cheiro de terra úmida, o roçar de seus bigodes em meu rosto. Um deles veio pelo meu corpo ate meu rosto onde sangue brotava, ele começou a lamber e fazer ruidinhos como se estivesse soltando uma risadinha. É eu sei lastimável, lamentável, triste, como pude ser tão ingênua?
Logo vários se espalharam com seus olhos brilhantes no escuro. Caminhando em mim, como se eu fosse uma calçada. Me ajudar ? Como ?
Senti peso em meu peito e o ar que já era escasso faltou. Um vulto negro grande como um gato surgiu com olhos vermelhos cor de sangue fresco. Se aproximou do meu rosto começou a farejar. Meu ódio crescia, e queimava meu corpo, abracei a dor e a escuridão.
****
Era uma casa grande, um sobrado, com dois carros na garagem. Ao observar seu quarto com poster de super heróis e modelos de biquíni, percebi que estava certa , ele era virgem. Me esgueirei pelo aposento, mas os sons de meus ossos estalando, como galhos secos se partindo, o acordaram.
"Quem esta ai ?"- Previsível e infantil.
Meu filhos, riam dele, se espalhando pelo quarto sem serem vistos. Tentou ascender a luz de seu abajur, que já estava com o fio roído.
Não falou mais nada, apenas respirava com dificuldade, parecia um asmático em crise. Fios de um bigode brotavam em sua boca dentuça. Quanto tempo fiquei no buraco ? Eu estava morta ?
"Você !" foi tudo que consegui gritar, com uma voz rouca, longa e falha. Me arrastava com dificuldade pelo chão.
Ele estremeceu no escuro tentou correr, meus filhos já estavam em cima nele roendo e arranhando sua face. Um conseguiu entrar em sua boca, entre gritos de desespero. Seus braços balançavam de um lado para outro em pânico. Não demorou muito, conseguiu entrar dentro dele como se fosse um escorregador em tubo, ficando apenas parte do seu rabo rosado para fora da boca como espaguete. Assim o Miúdo caiu no chão como um saco de lixo começou a se debater, por um momento ele sumiu, eram um emaranhado de pelos. O sangue começou a escorrer pelo carpete.
Eu andava como um aranha de quatro patas, me contorcendo, pelas ruas escuras, ninguém me viu ninguém se importou.
Não demorei muito para sentir o cheiro, aquela mistura de maconha e bebida barata. Uma garagem espaçosa com diversos carros antigos, para não chamar de velhos, e uma espécie de kitnet improvisada no canto. O Grande mexia debaixo do capo de um carro que eu não saberia dizer o nome nem se lesse. Não percebeu minha chegada. A luz se apagou, e eu o observava nitidamente no escuro.
" Que merda. " - Olhou pra os lados e tateou a parede oposta, procurando por um interruptor.
Logo percebeu que a energia havia acabado, olhou em uma caixa de papelão desgastada e meio mofada, pegou uma lanterna. Deve ter percebido o movimento dos meus filhos pelos cantos. Senti o cheiro do medo exalando em seu corpo. Olhou para a rua e viu a luz das outras casas. Percebeu que algo estava errado; ou talvez não, deveria ter corrido, como eu também deveria ter corrido dele. Não importava.
O Grande escutou um ruído, nas prateleiras de ferramentas, um pouco acima de sua cabeça. Foi analisar a procura de algo, empurrou os jarros com parafusos e caixas. Um movimento, rápido uma sombra negra, e meu filho estava em cima dele. Eles lutaram. O grande se desequilibrou, despencando em cima de suas ferramentas. mas conseguiu agarrar meu filho pelas mão o arrancando de seu rosto; junto com parte de sua pálpebra, que ficou entres os dentes do roedor. O sangue começou a escorrer como se ele estivesse acabado de se abrigado de uma chuva vermelha.
Sai das sombras e tentei me colocar de pé, senti as duas partes de minha coluna rangerem onde foi quebrada. Fiquei como um ponto de interrogação. O Grande me olhou com espanto. Não gritou; não teve tempo. Meus filhos já estava ali em cima dele. Subiram por debaixo de suas roupas, o devorando como se fosse um grande pedaço de queijo. Ele tentou escapar. Saiu correndo pela garagem se debatendo nos carros, nas paredes, em tudo em seu caminho. Entrou em um dos carros e fechou a porta. Sua pele era toda sangue e feridas.
Eu me arrastei ate a frente do carro me apoiei no capo e o encarei com meus olhos vermelhos, refletidos no para-brisa.
" Não é possível, você esta morta ! "-
Eu acredito ter sorrido, um sorriso negro, como a podridão do meu corpo, com dentes sujos de terra. Ele praguejou, e tentou dar partida no carro. O carro vacilou. Meus filhos estavam se esgueirando pelas engrenagens; logo começaram a entrar, eram muitos, o carro balançava com seus movimentos. O Grande socava o para brisa, e guinchava como um porco sendo abatido. Não demorou muito, não como deveria.
O cheiro dele era o mais repugnante. Me arrastei até um motel velho, perto da rodovia principal. Me esgueirei sem ser vista; sem ser notada. O carpete empoeirado, era um motel três estrelas barato, talvez duas. Abria a porta do quarto com facilidade, e silenciosamente me pus debaixo da grande cama king size redonda. Era uma suíte de núpcias.
"Pararam já de te perseguir ?" - Indagou uma voz feminina.
" Nada, ficam me fazendo perguntas, como se eu soubesse onde esta a vadia"- Era Ele.
" Ela saia com todos, pode estar enfiada na casa de qualquer um, não devo ser o único suspeito"
A menina confirmou com a cabeça; se jogou na cama; se espalhando como um pudim mole. Eles ficaram ali, juntos, risinhos e o som molhado de beijos ecoava pelo quarto. Você deve estar pensado, como me senti; se senti inveja? Se eu queria estar no lugar dela? Se algo do tipo passou por sua cabeça, pode tirar o cavalinho da chuva. Tudo que eu sentia por ele se transformou em matéria sólida, palpável, algo tão pesado que me fazia queimar, era maior que ódio ou raiva, era vontade pura que saia de sua forma abstrata e se solidificava em força de vontade; corria em mim como lava, percorrendo minhas veias, queimando, me imbuindo, me alimentando. Ele me transformara, não em um mostro, ainda me considero linda, mesmo com a coluna partida e no estado que me encontro, mas em algo que não sei explicar. Naquele momento eu senti pena, da garota, que estava ali como eu estivera uma vez, acreditando, sorrindo. Ela não sabia.
Eles continuaram com os amassos apaixonados, aguardei pacientemente, escutando cada ruído. Meus filhos em silencio se posicionavam entre as parede velhas do motel. Éramos uma legião nos preparando para uma batalha, se colocando em lugares estratégicos, nas linhas inimigas.
A garota apagou a luz, e assim eu pude me arrastar, deixando apenas a cabeça do lado de fora, observando tudo pelo espelho no teto, meus olhos vermelhos escarlates brilhavam como duas velas. Ela ficou em cima dele enchendo de beijos, pegou uma algema rosa felpuda, e o prendeu a cabeceira da cama.
"Assim eu gosto, safada" - Ele disse com um tom de voz patético.
Ela continuou, prendendo seus pés, e logo subiu nele dando-lhe mais uma porção de beijos, dizia que amava ele em cochichos e outras coisas do gênero, e ele retribui-a. A garota começou a tirar a roupa, e ele soltou aquele sorriso fácil. Se eu ainda tivesse estômago funcional teria vomitado ali mesmo. Ela levantou.
" Vou tomar um banho e já volto"
Ele praguejou indignado, ela deu alguma resposta com risinhos e se dirigiu ao banheiro, por sorte fechou a porta, ficando apenas a fresta de luz do banheiro que saia por debaixo da porta, em conjunto com a fraca luz da janela semi serrada. Meus filhos começara a rir, "A sorte esta lançada".
Antes que ele pudesse dizer qualquer coisa, minha mão já estava sobre sua boca e minhas unhas fincadas em sua cara.
" Shiuuuuu"
Ele empalideceu, tentou se debater na cama, fazer algum som, mas foi abafado pelo barulho do chuveiro. Eu subi na cama, fiquei em cima dele, colocando todo o meu peso mórbido em cima de seu peito. Meus filhos logo começaram a aparecer, o carpete parecia estar vivo. dois em dois eles subiram na cama, infestando o corpo dele. Deixei que mordessem, mas lentamente sem pressa, esse não iria a lugar nenhum. Ele gemeu, e se debateu em vão.
Primeiro foram as unhas arrancadas a dentadas, depois a falange dos dedos. Meus filhos faziam isso com uma velocidade estrondosa. Sim senti orgulho.
" Você ... gosta assim... não ?"- Minha voz era falha, baixa como um murmúrio.
Ele chorou, e logo suas cuecas brancas Calvin Klein, adquiriram o tom amarelado. Meus filhos riram, alto demais. A garota ouviu e abriu a porta do banheiro. Ficou ali pálida com os olhos vidrados em mim, sua voz faltou na garganta, a toalha escorregou de sua mão, expondo seu corpo nu. Eu virei apenas com a parte superior do meu corpo, e a encarei.
Pode ser loucura minha, acredite, por um instante ela pareceu entender, lágrimas escorreram, Não era medo que vi em seus olho, era dor. Um suspiro e ela desmaiou.
Ela não sabia mesmo.
Continuei, não sei por quanto tempo. Primeiro foram os olhos, depois a língua; assim ele não gritaria mais, depois suas orelhas e por fim sua genitália roída ate o talo. No entanto eu queria poder fazer mais, queria poder queima-lo vivo um milhão de vezes, queria poder... Eu não merecia aquilo, nunca, ninguém merece algo assim, me sentia suja enganada; e ele estava ali se divertindo; com uma garota que espécie de psicopata ele era, quem ele achava que era para me usar e descartar como lixo, como um nada. A morte parecia algo bom demais para ele.
"Vou aterrorizar seus sonhos, até o fim da sua vida miserável"- dessa vez minha voz não falhou, dessa vez não foi um murmúrio.
Me arrastei de volta para meu ninho com meu exercito de filhos, como fiquei orgulhosa deles. Ouvi os grilos cantarem alto, senti a relva alta tocar minha pele, a rocha áspera em minha mão, e a queda; dessa vez suave, como uma pena, deslizando pelo ar, pela escuridão.
Não demorou muito, dias talvez, ouvi seus passos, vasculhando e xeretando pelos lados, haviam cachorros junto. A pedra circular se moveu fazendo a luz do dia penetrar, meus olhos continuaram imóveis encarando o céu.
"Ela esta aqui. Deus do céu! " - As luzes vermelhas e azuis pairavam no ar. Fui encontrada. Não salva.